Tanta coisa importante por se discutir em nossa cidade,
tantas decisões importantes para serem tomadas e a preocupação de quem não tem
o que fazer é se o atual prefeito vai ou não participar da procissão em louvor
a São José amanhã... Sob a alegação de que o então candidato procurou o Bispo
no período eleitoral os críticos vociferam contra a indelicadeza do atual
gestor... Ter ido ao encontro do Bispo quando candidato foi para fazer promessa
ao Santo? Ou o então candidato foi ao Bispo entregar seu projeto de governo?
Vamos deixar de criar casos e cobrar do atual gestor que ele cumpra com suas
promessas de campanha, não me lembro de ter visto em seu plano de governo um
compromisso de comparecer a qualquer evento religioso ou pagão... Vamos lhe
cobrar explicações de porque se nomear tantos azevedistas, vamos exigir que ele
dê um jeito logo nesse coleta de lixo que tanto atormenta nossa população,
vamos cobrar que ele efetivamente cumpra com sua promessa de austeridade e
honestidade, vamos cobrar o porque de até hoje ainda não ter publicado os
gastos e receitas do município, queremos saber a quantas anda a tal da auditoria
na prefeitura... Enfim vamos cobrar ações que beneficiem a nossa cidade tão
castigada nos últimos anos, inclusive com a conivência de muitos dos que hoje fazem duras criticas ao novo governo...
O direito de ir e vir: onde fica?
ResponderExcluirDia de São José. Festejos, missa e procissão. Tudo na mais perfeita ordem e alegria, se não fosse um único detalhe: o prefeito! Ele não vai à procissão. Como assim, ele não vai? Isso não pode ser possível. Ele TEM que ir! Reclamam todos os eleitores e radialistas.
Ora, ora, caros amigos, estamos em pleno século XXI. Tanto se fala sobre liberdade, direitos e deveres, individualidade e, nesse mesmo contexto, quem diria, vejo o cerco que fazem em volta de um homem, político sim, mas um homem, quase que conduzido à força para participar da procissão. Ele é prefeito, tem que fazer TUDO que a população quiser, mesmo que isso vá de encontro as suas convicções?
Sei que você vai me dizer: “mas ele é o prefeito!” Sim, é e eu sei. Agora eu pergunto: e que ser é esse? Humano? Fantoche? Onde fica o homem? Ser gestor de uma cidade é, com certeza, ter grandes responsabilidades, mas isso não implica agradar a todos, até porque, como diz o ditado: “é impossível agradar a gregos e troianos”.
Sim, sim, você está certo. Estou indo em defesa do homem, mas veja bem, não estou defendo o senhor prefeito, apenas o seu direito de ir e vir, de opinar, de ser humano dotado de livre arbítrio. Defendo e defenderei sempre seu direito de exercer sua liberdade e fazer suas escolhas, independente de sua função como pessoa pública, de seu cargo político.
Nena Gacia Machado