Dois celulares apreendidos na Operação Paz Armada, na Rocinha, zona sul do Rio de Janeiro, no dia 13 de julho, um dia antes do desaparecimento do pedreiro Amarildo Dias de Souza, 47, podem ajudar a solucionar o caso, segundo informou o procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Marfan Vieira, nesta quinta-feira (1º).
De acordo com ele, os aparelhos foram apreendidos na comunidade durante a operação e começaram a receber chamadas. Em conversas com os interlocutores, policiais teriam conseguido informações sobre o sumiço de Amarildo.
"Existe um inquérito na 15ª DP (Gávea) sobre o aparecimento de dois celulares, a partir dos quais comunicações se fizeram, e há notória ligação com o desaparecimento. São aparelhos de terceiros achados na rua e em duas localidades diferentes", informou Vieira, que não soube dizer quais seriam as informações dadas sobre o desaparecimento.
O procurador-geral disse ainda que, em reunião com dois filhos de Amarildo na tarde desta quinta-feira, ambos falaram sobre uma relação conflituosa que o pai teria com um policial militar da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da comunidade.
"Todos eles se referem à dificuldade de convivência no espaço. Isso é relatado por eles", afirmou, sem dar mais detalhes. Os filhos de Amarildo que estiveram presentes na reunião não quiseram dar declarações.
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