O Brasil teria que contar com muita
boa vontade do governo italiano para conseguir a extradição do ex-diretor do
Banco do Brasil Henrique Pizzolato. Depois de conceder asilo e manter no Brasil
Cesare Battisti, acusado de terrorismo e de ser responsável pela morte de
quatro pessoas, o governo brasileiro criou um contencioso com a Itália que até
hoje não foi digerido.
Em 2009, o Supremo Tribunal Federal
autorizou a extradição pedida pela Itália, mas a decisão do então ministro da
Justiça, Tarso Genro - corroborada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da
Silva - foi de não entregar Battisti e dar-lhe asilo político. A resposta
brasileira foi questionada pela Itália, mas em 2011 o STF definiu que a decisão
final sobre a extradição era do presidente e o guerrilheiro ficou no País.
A decisão do governo Lula abriu uma
enorme crise com a Itália, que chegou ameaçar ir à Corte Internacional de Haia
contra o Brasil. Os ânimos se acalmaram depois de um intenso trabalho
diplomático do Itamaraty, mas não a ponto de haver qualquer boa vontade
italiana em uma extradição, especialmente de um cidadão italiano.
Brasil e Itália não têm tratados de
extradição de seus próprios cidadãos. Nenhum dos dois países extradita seus
nacionais para cumprir penas em outros países.(Lisandra Paraguassu)
Conteúdo publicado em: http://atarde.uol.com.br/politica/materias/1549024-caso-battisti-torna-mais-dificil-extradicao-de-pizzolato
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