O PPS resolveu não mais
esperar por José Serra (PSDB), que foi convidado a entrar no partido e disputar
a Presidência no ano que vem. Como só restam 30 dias para a filiação partidária
de quem quiser se candidatar a qualquer cargo em 2014, e Serra não se decidiu,
o PPS prepara um plano B, C ou D, mantendo o caminho da oposição, afirmou nesta
quarta-feira, 4, o presidente da legenda, deputado Roberto Freire (SP).
"Esperamos o Serra até
agora. Ele disse que decidiria até o final de agosto. Não decidiu. Então, vamos
debater outro caminho no campo da oposição. Vamos procurar candidatos viáveis
eleitoralmente, e eles são Eduardo Campos, Aécio Neves e Marina Silva",
disse Roberto Freire ao Estado.
Campos, governador de
Pernambuco e presidente do PSB, é o preferido de Freire, mas ele ainda assume
sua provável candidatura ao Planalto em 2014. O senador tucano Aécio Neves (MG)
é o provável nome do PSDB para disputar a sucessão da presidente Dilma Rousseff
no ano que vem, embora ainda seja fustigado por Serra, que ameaça forçar a
realização de prévias para a escolha do candidato. Marina Silva depende do
registro no Tribunal Superior Eleitoral da Rede Sustentabilidade, sigla que
está montando.
Saiba mais
Mas Serra preferiu abrir uma
frente de luta contra Aécio Neves, permanecendo no PSDB.
Solidariedade. Freire disse que
mantém o respeito e a admiração por José Serra. Ontem, ao vê-lo ser criticado
por colegas de partido por ter se solidarizado com Dilma Rousseff no caso da
suspeita de espionagem feita pelos Estados Unidos nos computadores da
presidente, Freire se declarou solidário ao ex-governador. "São por essas
e outras que @joseserra é merecedor do respeito do PPS e creio de todos os
democratas brasileiros", escreveu Freire em sua página no Twitter.
A solidariedade de José
Serra à presidente Dilma Rousseff foi postada no Facebook: "Presto aqui minha solidariedade à presidente Dilma
pela espionagem de que foi alvo", escreveu, destacando ser
"inaceitável" que os Estados Unidos, "de maneira ilegal e
ilegítima, espionem ligações telefônicas, mensagens de celular e de correio
eletrônico de um chefe de Estado democraticamente eleito". As informações
são do jornal O Estado de S. Paulo.
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